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Título: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Martins Fontes
Ano: 2013
Páginas: 306
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Um grande clássico moderno e prelúdio de O Senhor dos Anéis.
Bilbo Bolseiro é um Hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e sua habilidade como ladrão!
Escrito para os filhos de J. R. R. Tolkien, O Hobbit conquistou sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de cópias em todo o mundo e estabeleceu-se como "um dos livros mais influentes de nossa geração". - The Times
Sempre ouvi falar muito da escrita do Tolkien, em especial devido a O Senhor dos Anéis e toda a magnitude que o livro tomou após a produção dos três filmes (lógico que antes já era um clássico moderno, mas o que chamou minha atenção há anos atrás foram os filmes). Mas confesso que nunca me interessei realmente, nem sequer pelos filmes, pois sempre imaginei que seriam maçantes devido a sua longa duração - cada um tem aproximadamente 3 horas! Acontece que, desde que minha irmã leu e se apaixonou por O Hobbit, fiquei muito curiosa para conhecer essa história escrita por J. R. R. Tolkien. Ainda não sei se lerei O Senhor dos Anéis, mas não posso negar que O Hobbit é simplesmente encantador!
O livro se inicia quando Bilbo Bolseiro, um Hobbit descendente das famílias Tükk - aventureiros - e da família Bolseiro - mais quietos e "certinhos" -, que nunca ousou aventurar-se muito longe de sua toca na encosta de um morro, recebe a indesejável visita do conhecido mago Gandalf e de treze anões, que o convidam (melhor dizendo, o intimam) a participar de uma longa jornada para recuperar o tesouro de seus antepassados, que foi roubado há muitos anos pelo temido Smaug, o Dragão, que vive nas entranhas da Montanha Solitária, o que envolve uma viagem aos ermos, através da Terra Média.
Por ser um hobbit - um ser ainda menor que um anão - Bilbo acaba sendo convidado e escolhido por Gandalf para ser o grande ladrão do tesouro, alegando que ele tem muito talento para exercer a função - mesmo que Bilbo nunca tenha ousado roubar nada em sua vida. Sem escapatória, e com a promessa de que receberá a 14ª parte do tesouro quando conseguir recuperá-lo, o hobbit acaba escutando sua parte Tükk e topa participar desta grande jornada, que acaba se mostrando mais longa e aventurada do que ele sequer poderia supor.
Orcs, Aranhas Gigantes, Elfos, Lobos Selvagens... Estas são apenas algumas das criaturas que eles acabam tendo que enfrentar durante todo o longo percurso, isso sem falar da Floresta Negra e de outros perigos encontrados no meio do caminho. Mas também conhecem alguns amigos, como Beorn e as Águias Falantes. Isso sem falar de todos os desafios que encontrarão após recuperar o tesouro.
A narrativa leve e divertida de O Hobbit poderia fazer dele apenas mais um livro, não fosse a mente brilhante de Tolkien, sua imaginação e suas descrições. Algo que de cara conquistou meu coração (principalmente porque me lembrou de um dos meus autores favoritos, Machado de Assis) foi o fato de Tolkien - ou melhor, o narrador da história - conversar com o leitor e dar pequenas dicas do que vai acontecer mais para frente no livro, instigando e deixando o leitor curioso.
E isso é incrível, porque a gente fica com a sensação de que existem várias histórias dentro de O Hobbit, pois cada uma das aventuras tem começo, meio e fim, mas acabam "se juntando" e fazendo ainda mais sentido no final. Além do fato de Bilbo ir crescendo e desenvolvendo ainda mais sua personalidade durante todo o livro.
Confesso que algo que me incomodou um pouco foi a ausência de "finalidade" para tudo aquilo que estava acontecendo. Pra quê roubar o tesouro? Para quê o Bilbo precisava participar de tudo isso? Isso acaba sendo explicado rapidamente ao final do livro, mas acabou fazendo com que eu desse 4, e não 5 estrelas para o primeiro livro de Tolkien que li.
O livro se inicia quando Bilbo Bolseiro, um Hobbit descendente das famílias Tükk - aventureiros - e da família Bolseiro - mais quietos e "certinhos" -, que nunca ousou aventurar-se muito longe de sua toca na encosta de um morro, recebe a indesejável visita do conhecido mago Gandalf e de treze anões, que o convidam (melhor dizendo, o intimam) a participar de uma longa jornada para recuperar o tesouro de seus antepassados, que foi roubado há muitos anos pelo temido Smaug, o Dragão, que vive nas entranhas da Montanha Solitária, o que envolve uma viagem aos ermos, através da Terra Média.
Por ser um hobbit - um ser ainda menor que um anão - Bilbo acaba sendo convidado e escolhido por Gandalf para ser o grande ladrão do tesouro, alegando que ele tem muito talento para exercer a função - mesmo que Bilbo nunca tenha ousado roubar nada em sua vida. Sem escapatória, e com a promessa de que receberá a 14ª parte do tesouro quando conseguir recuperá-lo, o hobbit acaba escutando sua parte Tükk e topa participar desta grande jornada, que acaba se mostrando mais longa e aventurada do que ele sequer poderia supor.
Orcs, Aranhas Gigantes, Elfos, Lobos Selvagens... Estas são apenas algumas das criaturas que eles acabam tendo que enfrentar durante todo o longo percurso, isso sem falar da Floresta Negra e de outros perigos encontrados no meio do caminho. Mas também conhecem alguns amigos, como Beorn e as Águias Falantes. Isso sem falar de todos os desafios que encontrarão após recuperar o tesouro.
A narrativa leve e divertida de O Hobbit poderia fazer dele apenas mais um livro, não fosse a mente brilhante de Tolkien, sua imaginação e suas descrições. Algo que de cara conquistou meu coração (principalmente porque me lembrou de um dos meus autores favoritos, Machado de Assis) foi o fato de Tolkien - ou melhor, o narrador da história - conversar com o leitor e dar pequenas dicas do que vai acontecer mais para frente no livro, instigando e deixando o leitor curioso.
E isso é incrível, porque a gente fica com a sensação de que existem várias histórias dentro de O Hobbit, pois cada uma das aventuras tem começo, meio e fim, mas acabam "se juntando" e fazendo ainda mais sentido no final. Além do fato de Bilbo ir crescendo e desenvolvendo ainda mais sua personalidade durante todo o livro.
Confesso que algo que me incomodou um pouco foi a ausência de "finalidade" para tudo aquilo que estava acontecendo. Pra quê roubar o tesouro? Para quê o Bilbo precisava participar de tudo isso? Isso acaba sendo explicado rapidamente ao final do livro, mas acabou fazendo com que eu desse 4, e não 5 estrelas para o primeiro livro de Tolkien que li.
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