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Retrospectiva Literária 2014


Em 2014 tive muitas coisas da faculdade pra fazer, então acabei não lendo tanto quanto gostaria. No início do ano achei que não ia passar dos 10 livros, mas consegui chegar nos 21 - infelizmente 4 a menos do que 2013. Mas posso ficar contente mesmo assim, pois não li nada realmente ruim (ah, como foi bom me livrar de boa parte dos livros obrigatórios da faculdade, hehe).

Como fiz no ano passado, preparei uma retrospectiva literária para vocês. Quem inventou a tag neste formato foi a Tary do Doces Rodopios, e adoro porque é um tanto detalhada e em forma de perguntas, não apenas para indicar favoritos e etc. Quer ver só?

Livros lidos em 2014:
  • A Última Música - Nicholas Sparks;
  • Bela Maldade - Rebecca James;
  • Estilhaça-me - Tahereh Mafi;
  • Destrua Este Diário - Keri Smith;
  • Contos da Seleção - Kiera Cass;
  • Todo Dia - David Levithan;
  • Pandemônio - Lauren Oliver;
  • A Escolha - Kiera Cass;
  • Cidade de Vidro - Cassandra Clare;
  • Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks;
  • Divergente - Veronica Roth;
  • The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan;
  • A Cidade do Sol - Khaled Hosseini;
  • Os Contos de Beedle, o Bardo - J. K. Rowling;
  • Orgulho e Preconceito - Jane Austen;
  • Insurgente - Veronica Roth;
  • Mídia Impressa - Newton Cesar
  • Réquiem - Lauren Oliver;
  • Extraordinário - R. J. Palacio;
  • Vende-se em 30 segundos - Tiago Barreto;
  • Convergente - Veronica Roth;
  • Maze Runner: Correr ou Morrer - James Dashner.

• O casal mais apaixonante:
Apesar de ter lido alguns livros mais românticos este ano, não fiquei realmente apaixonada por casal nenhum, dá pra acreditar? Não, FourTris sequer chegou no meu coração. Thomas e Teresa me deixa com aquela pulga atrás da orelha, mas não são exatamente um casal (até onde li, pelo menos). Acho que os enamorados que me encantaram como casal foram apenas Mr. Darcy e Lizzie Bennet, de Orgulho e Preconceito. Nunca tinha lido nenhum romance do gênero, muito menos da Jane Austen, e achei simplesmente encantador como tudo aconteceu entre eles. Mal posso esperar por ler mais coisas da autora!

• Virei a noite lendo:
Como disse no post do ano passado, sempre leio de madrugada. Mas foram dois os livros que não consegui desgrudar os olhos até terminar: Extraordinário e Correr ou Morrer. O primeiro tinha uma história tão encantadora, um desenvolvimento tão bonito, que não conseguia segurar a curiosidade (além de que tive algumas noites de insônia em que li a madrugada toda); No primeiro livro de Maze Runner os capítulos terminam de maneira tão bombástica que era impossível parar!

• Chorei de soluçar:
A Cidade do Sol. Acho que todo mundo já tinha lido esse livro há anos, menos eu. Porém depois que ganhei O Caçador de Pipas me tornei uma grande fã do trabalho do Khaled Hosseini, porque suas histórias sempre conseguem tocar no fundo da minha alma, me deixando extremamente envolvida e sensibilizada. Adoro livros assim!

• Livro irrelevante do ano/O mais chato:
Não me matem. Mas pra mim o livro mais chato do ano foi Cidade de Vidro. Não critico nem a história em sí, é muito criativa e até gostei, o meu problema é com a escrita da Cassandra Clare. Pra mim ela poderia resumir aquelas quase 500 páginas em 200 facilmente: não consigo gostar do quão detalhista ela é. Fora que pela quantidade de coisas que acontecem nesses livros, pra mim a história estaria ocorrendo no decorrer de meses (pelo menos juntando todos os 3 livros), mas quando ela explica, são apenas dias (fico muito wtf? com isso, confesso).

• Grifei:
Não gosto de grifar meus livros, mas a história que me deixou com aquela vontadinha de tantas coisas bonitas que dizia foi Extraordinário. Estou doida para ler o livro de preceitos do Sr. Browne, só pelas frases inspiradoras que deve ter.

• Soco no estômago:
A Cidade do Sol. Como lidar com as lágrimas e todas coisas que o Hosseini me faz pensar e sentir? Tudo o que as mulheres afegãs passam, tudo o que essas duas protagonistas em especial passaram... É demais pra qualquer ser humano sequer pensar em aguentar. Agora imaginem pensar que boa parte das moradoras do Afeganistão passam por coisas parecidas. É de doer o coração!

• Decepção do Ano:
Os Escolhidos. The 100 é com certeza uma das melhores séries que assisto atualmente, mas tem um problema: não consigo gostar dos personagens. E não digo gostar de amar, mas sequer consigo sentir empatia pela maioria deles. O livro foi super decepcionante por motivos de: alguns personagens são sim cativantes - os dois melhores sequer aparecem na série, fueeem - mas a história é muito superficial. Tem um número exagerado de pontos de vista, que acaba andando em círculos.

• Abandonei:
O único livro que abandonei de verdade esse ano foi um que deveria ler para a faculdade: Redação Publicitária - Teoria e Prática. Simplesmente não conseguia ler 2 páginas sem cair no sono. Era literalmente um baita de um remédio pra insônia. Adoro Redação Publicitária, mas estudar suas teorias é um plong (Clareanos entenderão, hehe).

• Morri de rir:
Gente, estou em choque. Não tive nenhuma leitura realmente leve esse ano. Os únicos livros que me tiraram algumas risadas foram Extraordinário e Correr ou Morrer. O primeiro, pela inocência e piadinhas que alguns dos personagens faziam, e o seguindo por algumas frases engraçadas e sarcásticas ao longo do livro. Mas nada era realmente humor.

• Infanto-juvenil:
Extraordinário (preciso parar de falar desse livro ein) e Os Contos de Beedle, o Bardo.

• Não é tudo isso:
Um Amor para Recordar. Gostei? Adorei, mas não é tudo isso que algumas pessoas falam, sobre ser o ápice dos livros de romance ou coisas desse tipo.

Bate bola de personagens:
  • Melhor personagem masculino: Thomas, de Maze Runner.
  • Melhor personagem feminina: Mariam, de A Cidade do Sol.
  • Personagem mais chato: Annabel, a mãe da Lena da trilogia Delírio.
  • Personagem mais perturbador: Se eu falar a Tris de Divergente vocês vão me matar? As escolhas e os motivos dela me perturbaram nos três livros.
  • Personagem que mais me identifiquei: Auggie, de Extraordinário.
  • Paixão do ano: Maxon, de A Seleção

• Pior Livro do Ano:
Convergente. Por motivos de: eu esperava mais, esperava explicações melhores e mais interessantes do que as que foram dadas. Não, aquele spoiler que todo mundo sabe não é a pior coisa do livro.
 
• Melhor Livro do Ano:
Difícil escolher um, já que quatro dos livros que li esse ano entraram pros meus favoritos. Mas vou ficar entre Correr ou Morrer e Insurgente. Ambas as distopias foram maravilhosas, deixaram a minha cabeça a mil e ao final fizeram meu cérebro explodir!

Viram só como não li nada ruim esse ano? Claro que meus escolhidos para essa retrospectiva ficaram meio repetitivos, mas o que vou fazer se gostei de verdade desses livros, ein? Hehe. E você aí, quais os melhores e piores livros que leu em 2014? Me contem aí nos comentários.


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INSURGENTE — Veronica Roth

Título: Insurgente
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 512
Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.
AVISO: Essa resenha pode conter spoilers de Divergente.

Após a morte de seus pais, Tris acompanhada de Caleb, Marcus, Peter e Tobias vai à sede da Amizade em busca de proteção e para tentar decifrar os planos de Jeanine Matthews.

Tris está diferente, na minha opinião ela está mais humanizada. A personagem muitas vezes me "chocou" com seu comportamento despreocupado em Divergente, mas neste ela mostra seu lado mais sensível e verdadeiro, influenciada principalmente pela perda de seus pais, que a mudou completamente. Ela se torna mais confusa e impulsiva, além de toda a tristeza e a culpa pela morte de Will.

O ponto alto acontece quando Tris descobre que a Erudição roubou uma valiosa informação da Abnegação para evitar que esta fosse revelada. Um segredo pelo qual seus pais sacrificaram suas vidas. Algo que pode mudar para sempre o futuro das facções. Uma coisa que Jeanine Matthews fará de tudo para ocultar.

E é em meio a tudo isso que surge uma proposta de Marcus, que deixa Tris ainda mais indecisa. Ela tem que decidir entre seguir seus instintos e apoiar seu sogro a revelar este segredo - que ela nem sabe do que se trata -, e ficar contra seu grande amor ou seguir os instintos de Tobias e participar de uma grande revolução que se encaminha. O que será que ela vai escolher?


Insurgente é um livro que trás muitas respostas. Como é realmente o dia a dia das facções? Quem são seus líderes? Como uma enxerga a outra? Esse segundo livro da trilogia também explica mais detalhadamente como era a relação de Tobias com seus pais enquanto crescia na Abnegação, além de mostrar um outro lado da vida dos Sem-Facção.

O relacionamento de Tris e Quatro também evolui bastante. Para mim, no primeiro livro o namoro deles era um pouco frio, baseado apenas na admiração e atração que um sentia pelo outro, sem ter aprofundado nos sentimentos românticos em si. Aqui ocorrem mais brigas e momentos carinhosos, dando maior sensibilidade ao relacionamento.

Fiquei louca de raiva em algumas partes, louca por informações em outras, com a cabeça fervendo e principalmente, desesperada por informações ao terminar a leitura. Adorei Divergente, mas Insurgente é muuuito melhor! E Veronica Roth sabe realmente como construir uma narrativa instigante e te prender, além de manter seu público doido interessado e curioso.

O que você achou de Insurgente? Supriu suas expectativas? Porque as minhas foram totalmente superadas!

THE 100: OS ESCOLHIDOS — Kass Morgan


Título: Os Escolhidos.
Trilogia: The 100.
Autor: Kass Morgan.
Editora: Galera Record.
Ano de Lançamento: 2014.
Páginas: 288.
Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.
Durante uma terrível Guerra Nuclear, a raça humana foi obrigada a fugir para o espaço para sobreviver. Primeiramente formaram diversas comunidades, mas com o tempo só restou uma grande nave, a Colônia, subdividida entre as comunidades de Arcádia, Walden e Phoenix, sendo esta última uma espécie de capital: a mais favorecida, que abriga a alta sociedade e não sofre com os racionamentos como os dois subúrbios, onde a vida não é nada fácil.

Segundo as leis da nave, qualquer adulto que cometa algum crime será executado. Já os jovens menores de 18 anos ficariam Confinados até que atingissem a maioridade e fossem julgados novamente, ganhando assim uma segunda chance. Até que tudo mudou.

Clarke imagina que seu aniversário de 18 anos já chegou, assim como a injeção letal, quando um médico entra em sua cela. Mas para sua surpresa ele trás a notícia de que ela e mais 99 prisioneiros irão para a Terra. Enquanto isso Wells é cobrado pelo seu pai, o Chanceler Jaha sobre explicações para o crime que cometeu. Mas Wells precisava ir a Terra proteger Clarke, e isso é tudo o que explica suas atitudes.

Já na decolagem, Bellamy comete uma loucura para invadir a cápsula de lançamento e ir junto com sua irmã Octavia, a quem jurou proteção. E Glass aproveita toda a confusão para fugir da morte certa na Terra e ir atrás do rapaz que ama, mesmo que seja apenas para dizer suas últimas palavras.

O livro, por ser no ponto de vista dos quatro protagonistas, misturando presente e passado, acaba sendo um pouco confuso, e se tornando uma leitura lenta. Claro que temos acontecimentos surpreendentes, principalmente próximos ao final do livro, em que descobrimos o quão grande é a loucura o amor do Wells pela Clarke, a verdade sobre a prisão de Glass e a história da mãe de Bellamy e Octavia. Mas caso você esteja procurando uma leitura mais animada, Os Escolhidos provavelmente não vai te agradar por completo.

Falando nos personagens, tive uma relação de amor e ódio com eles, assim como tenho na série. Não gosto da Clarke, muito menos do Wells. Mas a Clarke do passado conseguia ser encantadora. Glass sem dúvida é a personagem mais cativante, e Bellamy tem a história mais densa, porém sua própria personalidade foi deixada de lado, para mostrá-lo apenas como um irmão ou filho dedicado.

Na minha opinião Kass Morgan criou uma história incrível, porém não soube explorar todo o seu potencial. É interessante sim conhecer todos os personagens da maneira como foi mostrada no livro, mas ele não deveria ter se prendido tanto a isso. Talvez se a história, a ficção científica, tivesse sido mais explorada, teria conseguido me arrancar as 5 estrelinhas.

- Desculpem pela ausência de posts. Minhas resenhas não andam me agradando por completo, e os problemas da vida pessoal também estão prejudicando minha disciplina com o blog.

DIVERGENTE — Veronica Roth


Título: Divergente.
Trilogia: Divergente.
Autor: Veronica Roth.
Editora: Rocco.
Ano de Lançamento: 2012.
Páginas: 502.
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Quatro palavras e um sentimento para esse livro: deveria ter lido antes. 

Beatrice nasceu e foi criada na Abnegação, mas quanto mais próximos ficavam os testes de aptidão e a cerimônia de iniciação, mais dúvidas de que realmente queria ficar naquela facção ela tinha. Nunca se sentiu naturalmente impelida a dar seu lugar no ônibus para outras pessoas, ao contrário de seu irmão (e quase todos da facção), além de outras situações simples e comuns do dia a dia faziam com que ela se questionasse sempre.

Para sua surpresa os testes apontaram para mais de uma facção, o que significa que ela é divergente. Mas o que é ser divergente? Beatrice também não sabe, mas é alertada pela simpática aplicadora que ela deve esconder essa informação de todos, até mesmo de sua família, não devendo falar nada para ninguém, caso contrário sua vida estaria em risco. Tudo isso só aumenta o número de coisas a levar em consideração em sua escolha, devendo optar entre a tranquilidade de sua vida na Abnegação ou largar sua família para viver aquilo que realmente sonha.

Não posso contar muito mais da história, se não estaria contando spoiler. Mas devo dizer que as atitudes, e até mesmo a personalidade forte da Tris no decorrer do livro me impressionaram e surpreenderam. Algumas coisas eu não esperava que uma garota aparentemente tão frágil e quieta fosse capaz de fazer. Aliás, o livro é cheio de surpresas e descobertas inesperadas, quem gosta desse tipo de leitura irá amar!

Como diz a contracapa do livro: Uma escolha pode te transformar. E o livro trata muito sobre isso: escolhas. Não só da protagonista, mas creio que de diversos outros personagens, além da sociedade do livro em sí.

Como boa distopia, Divergente apresenta muita ação. Mas ao mesmo tempo usa muito dos sentimentos, até porque Tris passa por momentos muitos interessantes (digamos assim, para não ser spoiler), tomando atitudes muitas vezes por impulso.

Não pense que o livro, é só isso. Divergente até me fez sorrir em alguns momentos, em especial as páginas que tratavam da relação de Tris e seus amigos de iniciação Will, Christina e Al. Mas não se engane: esse não é um livro feliz, e muitas coisas tristes e surpreendentes acontecem no decorrer da história - algumas das quais eu fiquei necessitada de maiores detalhes e explicações.

Dei cinco estrelas principalmente pela profundidade de tudo o que Veronica Roth escreveu, da maneira como ela conseguiu criar personalidade até para os personagens coadjuvantes, das amarras que ela fez na história e também pela sociedade que ela criou. Algumas coisas, em especial mortes, achei meio desnecessárias, mas entendi o que a autora queria passar com elas. Enfim, uma distopia maravilhosa.

[Resenha] Pandemônio — Lauren Oliver.


Título: Pandemônio.
Trilogia: Delírio
Autor: Lauren Oliver.
Editora: Intrínseca.
Ano de Lançamento: 2013.
Páginas: 304.
Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.

(A resenha contém spoilers do primeiro livro, confira a resenha dele aqui)

Após a perigosa fuga que resultou na morte de Alex, Lena passou dias correndo pela Selva, até que se esgotassem todas suas forças. Mesmo sem nenhuma esperança, foi acolhida por um grupo de Inválidos liderados pela forte e misteriosa Graúna, onde logo se tornou um membro da família.

Tudo isso acarretou em uma grande mudança na personagem: Lena não é mais a mesma. Não só sua fuga, mas também tudo o que ela teve que viver na Selva a modificou. E as circunstâncias acabam fazendo dela uma parte da revolução, mesmo que sem saber ou entender o porquê.

Por instrução dos rebeldes e de Graúna, acaba se infiltrando na ASD (America Sem Delíria), uma instituição que prega que todos devem ser curados, mesmo aqueles que correm risco de morte. O símbolo dessa campanha é Julian, que influenciado pelo pai - o líder do movimento - deseja ser curado apesar de sua saúde frágil. Lena acaba se envolvendo mais do que esperava com a causa, em especial com Julian.

Pra mim é quase impossível falar desse livro sem dar spoilers. Por isso a parte em que 'resumo' a história ficou bem ruinzinha. Mas acontece que esse livro é cheio de surpresas. 

Entendemos a história aos poucos, assim como conhecemos a nova Lena por partes. O livro alterna capítulos entre o "Antes" e o "Agora", onde um relata a vida de Lena na Selva e o outro sua vida como membro da ASD e falsa curada, respectivamente.

Além da vida dela com os Inválidos, o que mais gostei do livro foi a relação dela com Julian. Achei maravilhoso como a Lauren Oliver desenvolveu tudo aquilo, em especial como ela criou a história desse personagem, que me deixou extremamente encantada. Fiquei apaixonada, mil vezes mais do que sequer cogitei ficar pelo Alex!

E tudo no final do livro é surpreendente: o motivo pelo qual ela foi colocada como "espiã" de Julian, suas escolhas, a verdade sobre sua mãe e em especial, o que há por trás da morte de Alex. Nunca, nunquinha eu cogitei esse desfecho para o livro, nunca mesmo! Ah, adianto para vocês que gostam de ler a última página do livro antes de lê-lo por completo: não façam isso em hipótese alguma!

Fiquei tão louca pelo último livro que fui logo comprando Réquiem assim que foi lançado aqui. Apesar dos comentários negativos sobre o livro (não vou dar spoilers pra vocês, mas acabei pegando alguns) eu quero ler tudo aquilo com meus próprios olhos, e tirar as minhas conclusões.

[Resenha] Estilhaça-me — Tahereh Mafi.

Título: Estilhaça-me.
Autor: Tahereh Mafi.
Editora: Novo Conceito.
Ano de Lançamento: 2012.
Páginas: 304.


Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Nosso mundo está acabado. Os pássaros não voam, o clima está descontrolado, a natureza foi destruída e o alimento é cada vez mais escasso. Prometendo um mundo melhor, o Restabelecimento tomou o poder e dividiu o mundo em 3.333 setores. Mas oprime a população, destrói todos os vestígios da história humana e tenta criar uma nova "verdade" para a população mundial.

Juliette tem 17 anos e há exatos 264 dias está isolada de toda a sociedade em um local híbrido de cadeia e manicômio, após ter acidentalmente matado uma pessoa apenas com o seu toque. Todos acreditavam que ela era um monstro, até mesmo seus pais, o que fez com que ela se convencesse disso.

Um dia, do nada, colocam um novo prisioneiro em sua cela, o que a deixa extremamente temerosa e desconfiada. Esse novo companheiro, Adam, que ela já conhecia de longa data, trás diversos mistérios e mudanças nunca imagináveis para a vida de Juliette.

Levada por diversas surpresas, ela conhece Warner, o jovem líder do seu setor que quer usá-la como uma arma em prol do Restabelecimento, para impor respeito perante a população. E é aí que sua vida começa a mudar completamente. 

Juliette descobre que existem algumas poucas pessoas que podem ser tocadas por ela, e ainda descobre que não é exatamente uma aberração, e é isso uma das coisas mais surpreendentes do livro.

Sempre li resenhas e comentários positivos sobre Estilhaça-me, mas o começo confuso me deixou bem desanimada, sentia que lia e não entendia nada, ficava só patinando. Mas ao exemplo de A Hospedeira (que começa complicado mas depois se tornou meu livro favorito), continuei a leitura e só tive surpresas positivas!

Depois de terminado o livro vi que aquela narrativa esquisita e complicada foi extremamente criativo da parte da Tahereh Mafi, já que toda aquela confusão transparecia o estado psicológico e mental de Juliette naquele momento, e conforme ela foi mudando, a narrativa foi se tornando mais fluída também.

E nossa, o que foi aquele final? Muito surpreendente! Tudo aquilo que acontece nos últimos capítulos deixaram tantas possibilidades em aberto para o segundo livro que olha, nem sei! Além de ter me deixado muito curiosa! Vou ler logo o livro 1,5 (Destrua-me) pra saber porque todo mundo ama o Warner, porque eu acho que ainda não captei, haha.

[Resenha] Contos da Seleção - Kiera Cass.

Título: Contos da Seleção: O Príncipe e O Guarda.
Autor: Kiera Cass.
Editora: Seguinte.
Ano de Lançamento: 2014.
Páginas: 264.


Os dois contos que se passam no universo criado por Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção, agora estão disponíveis em edição impressa. Em “O Príncipe e O Guarda”, o leitor pode acompanhar de perto os pensamentos e emoções dos dois homens que lutam pelo amor de America Singer. Antes de America chegar ao palácio, já havia outra garota na vida do príncipe Maxon. O conto O príncipe não só proporciona um vislumbre das reflexões de Maxon nos dias que antecedem a Seleção, como também revela mais um pouco sobre a família real e as dinâmicas internas do palácio. Descobrimos como era a vida do príncipe antes da competição, suas expectativas e inseguranças, assim como suas primeiras impressões quando as trinta e cinco garotas chegam. Para America, a vida antes da Seleção também era muito diferente. A começar pelo fato de que ela estava completamente apaixonada por um garoto chamado Aspen Leger. Criado como um Seis, ele nunca imaginou que acabaria se tornando membro da guarda do palácio. Em O guarda, acompanhamos Aspen a partir do momento que o grupo de trinta e cinco garotas da Seleção é reduzido para a Elite, conhecemos sua rotina dentro das paredes da casa da família real — e as verdades sobre esse mundo que America nunca chegou a conhecer. Leitura indispensável para os fãs de A Seleção, esta antologia inclui, ainda, um final estendido do conto O Príncipe; conteúdos extras exclusivos, como uma entrevista com a autora e dados inéditos sobre os personagens; além dos três primeiros capítulos de A escolha, o aguardado desfecho da trilogia, que será lançado em maio de 2014. 

Estava muito ansiosa por esse livro! E sei que boa parte dos leitores do blog também estavam, né? Haha. Ele apresenta dois contos: O Príncipe e O Guarda, como o próprio nome revela, o primeiro é narrado no ponto de vista de Maxon e o segundo de Aspen. Trás também três capítulos (nada reveladores) de A Escolha, além de entrevista com a Kiera e trilha sonora dos dois livros, yay.

A história de O Príncipe inicia-se um pouco antes do começo da Seleção, e mostra um pouco de como sempre foi o relacionamento de Maxon com seu pai autoritário, sua mãe carinhosa e alguns funcionários do castelo, além das autoridades estrangeiras amigas do reino. Retrata bem a solidão de Maxon - cuja sua única amiga via com pouquíssima frequência - e suas expectativas com relação ao amor.

Quando a Seleção se inicia, podemos ver as impressões que todas as participantes causam nele, em especial nossa America e seu jeito diferente que conquista a confiança dele logo de cara. O conto não apresenta nada muito novo com relação a história central da trama, mas para todas que se encantaram com Maxon (assim como eu) acho que é uma leitura obrigatória, para conhecer um pouco mais do nosso tchuco-tchuco!

O Guarda começa no exato momento em que Marlee e o soldado Woodwork são chicoteados em frente ao palácio. Eu esperava que houvesse mais receio e até medo da parte de Aspen, de que pudesse acontecer isso a ele e America a qualquer momento, mas essa é uma pequena preocupação, já que ele se considera mais esperto e atento que Woodwork. 

Nesse conto vemos como os funcionários do castelo admiram America, em especial após seu ato de coragem. Vemos também a relação de Aspen com as criadas dela e os demais soldados, além da própria realeza, observando também o quão autoconfiante e, muitas vezes, egoísta que ele é.Nunca gostei do Aspen, e esse conto não me fez mudar de opinião, e sim ter certeza do que sinto.

Já os três capítulos de A Escolha não falam nada de muito importante para a história. O único "problema" é que America parece decidida quanto a Maxon e Aspen. O que me faz pensar em algumas possibilidades para o restante do livro: Ou America vai mudar de opinião de novo. Ou vai acabar ficando com o outro. Ou vai encarar diversos problemas perante essa decisão. Ou seja, esses capítulos servem apenas para aguçar ainda mais nossa curiosidade para o desfecho da história!

Em geral gostei bastante do livro, adorei. Mas não dei 5 estrelas porque achei essa história dos três capítulos muito jogada de marketing - porque os bichinhos juntos não dão 20 páginas. Mas enfim, foi o que me deixou meio revoltadinha, hehe.

Desculpem a enrolação com as resenhas, estou tão sem criatividade/ânimo de escrevê-las /:

Resenha: Bela Maldade (Rebecca James).

Título: Bela Maldade.
Autor: Rebecca James.
Editora: Intrínseca.
Ano de Lançamento: 2011.
Páginas: 302.


Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada...

Acho que esse livro veio numa ótima hora para mim. Estou num dilema quanto a minhas amizades, e ver a história de tudo o que Katherine passou com Alice me fez ver tudo com novos olhos.

Após o assassinato da irmã, pelo qual se sente extremamente culpada, Katherine mudou de cidade, de nome e de personalidade. Acostumou-se a não mais chamar a atenção, deixou de ser a garota popular para se tornar alguém mais fechado. 

Seu isolamento muda quando a patricinha Alice a convida para uma festa e garante que quer muito ser sua amiga. Como era de se esperar, Katherine fica encantada, e começa a viver uma intensa amizade com ela e com Robbie, um rapaz que faz de tudo por Alice, mas é constantemente ignorado e mal tratado por ela.

Não posso falar muito sobre o livro, porque qualquer coisa pode ser considerada um spoiler, já que ficamos sabendo da história de Katie aos poucos. O livro é narrado por ela em três tempos: a época da morte da irmã, a época de sua amizade com Alice e o presente, onde vive com as consequências dessa amizade.

As atitudes de Alice me assustaram um pouco. Na verdade eu esperava algo completamente juvenil desse livro, mas em muitos momentos ele se mostrou bem maduro e profundo. O motivo de Alice agir como age com Katherine me surpreendeu bastante, ainda mais o que acontece depois, no desfecho dessa amizade.

O final do livro me deixou imensamente curiosa e desejando uma continuação! Quero muito saber como foi o futuro da Katherine e do Robbie!