Título: Depois de Auschwitz
Autor: Eva Schloss
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2013
Páginas: 304
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Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.
Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva pessoas com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo – e ainda dá continuidade ao trabalho de seu padrasto Otto, pai de Anne Frank, garantindo que o legado de Anne nunca seja esquecido.
Depois de Auschwitz é o livro autobiográfico da judia Eva Schloss, uma das poucas sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Ela relata sua infância, sua pré-adolescência, a "propagação" do antissemitismo, a realidade dos campos de concentração/extermínio, e as consequências e marcas que a Guerra e o Holocausto tiveram em sua vida.
Eva nasceu em Viena, na Áustria e chegou a ver Hitler de perto, mas em sua caminhada junto a sua família fugindo do nazismo, viveu também em Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). A autora trata de todas estas etapas, onde ficam claras as consequências desoladoras que o antissemitismo teve sobre sua vida. Só para ilustrar todo o sofrimento, em Bruxelas Eva foi abusada sexualmente por um homem que morava na mesma pensão que ela e sua mãe, e por falta de opção (afinal, eram poucos os que aceitavam alugar moradia para judeus), foi obrigada a conviver com o molestador.
Em Amsterdã, apesar da iminência da Guerra e da ameaça do nazismo, Eva viveu bons momentos. Ela, seu pappy Erich, sua mutti Fritzi e seu irmão Heinz eram vizinhos de Otto, Eddith, Anne e Margot Frank. Apesar dela e Anne terem a mesma idade, possuíam personalidades extremamente diferentes, e não eram amigas íntimas, apesar de conviverem juntas. Eva tinha uma ligação maior com Otto, que a ajudou a aprender Holandês, e era em alguns sentidos mais criança que Anne, e em outros era mais madura pelas difíceis experiências que já havia passado.
Quando ela e sua família menos esperavam, Hitler chegou à Holanda e eles foram levados para o campo de concentração, onde foram mantidos por mais de dois anos. A vida da então adolescente já havia mudado muito, diversas vezes durante o período da Guerra, mas este fato mudou completamente sua vida, fazendo com que Eva se tornasse outra pessoa e passasse pelas piores experiências que o ser humano poderia vivenciar.
Confesso que quando vi esse livro em lançamento em 2013, li o subtítulo e pensei "Vish, lá vão eles tentar vender um livro ás custas da Anne Frank". Mas meus amigos, se tem uma coisa que eu fiz, foi pagar a língua, porque que livro espetacular! Imagino que talvez vocês queiram me bater depois desta afirmação, mas Depois de Auschwitz é ainda mais profundo que o próprio Diário, e toca o leitor de uma maneira diferente, mas com a mesma intensidade.
Sei que O Diário de Anne Frank é um clássico, um marco histórico, que não é justo compará-lo com qualquer outra obra. Ele foi o primeiro livro não ficcional que li sobre o Holocausto, e eu o amo de paixão, amo a Anne e admiro muito a sua memória e tudo o que ela representa. Porém, é inegável que no sentido Guerra, o livro não é dos mais "chocantes", por assim dizer, já que foi escrito essencialmente durante seu período escondida dos nazistas. Não, isso não faz do Diário um livro ruim, mas faz com que ele se distancie um pouco da realidade da grande maioria dos judeus que foram mortos naquela época (claro que existiam outros judeus escondidos pelo mundo a fora) e daquela parte que todo mundo quer conhecer melhor: como era a vida num campo de concentração, e isso Depois de Auschwitz não deve em nada.
Ainda sobre o Diário: muito se especulou (e se especula até hoje) a respeito da sua veracidade, da suposta manipulação de Otto, da interferência dele sobre a publicação da obra e confesso que eu mesma já cheguei a acreditar em alguns destes boatos - sobretudo o de que ele só queria lucrar em cima da divulgação do diário da filha. Otto se casou com Fritzi, a mãe de Eva, anos após o final da Guerra, e o que a autora conta sobre este homem, que teve sua família devastada pelos nazistas, é um dos pontos altos do livro.
Otto é mostrado por Eva não só como o pai de Anne Frank, mas também como marido, padrasto, pai, avô e homem comum, mas um homem que fez de tudo para divulgar o legado de sua filha pela memória pura e simplesmente dela. Não pensem que Otto enriqueceu às custas de Anne e viveu no bem-bom, nada disso! A publicação do Diário trouxe mais dor de cabeça do que o esperado, mas também a felicidade de realizar o desejo de sua filha. Otto e Fritzi dedicaram toda a sua vida ao Instituto Anne Frank, à responder cartas aos admiradores da história da menina, a encarar a desconfiança do mundo a respeito da realidade da existência desta. Eva também se envolveu muito com a história da Anne e do Instituto, onde trabalhou por décadas.
Enfim, eu poderia falar sobre este livro, que se tornou um dos meus favoritos, por horas (não que eu já não tenha falado muito, haha), então vou resumir tudo com uma só palavra: LEIA. Se você quer saber mais sobre como começou a disseminação do antissemitismo, sobre como era a vida num campo de concentração, quais as consequências que a Segunda Guerra Mundial teve na vida dos judeus, na vida do povo europeu, como um sobrevivente deste período conseguiu encarar a vida depois disso... LEIA. Leia, leia, leia e simplesmente leia esse livro. Você precisa sentir com seu próprio coração tudo o que Eva registrou nestas páginas.
Eva nasceu em Viena, na Áustria e chegou a ver Hitler de perto, mas em sua caminhada junto a sua família fugindo do nazismo, viveu também em Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). A autora trata de todas estas etapas, onde ficam claras as consequências desoladoras que o antissemitismo teve sobre sua vida. Só para ilustrar todo o sofrimento, em Bruxelas Eva foi abusada sexualmente por um homem que morava na mesma pensão que ela e sua mãe, e por falta de opção (afinal, eram poucos os que aceitavam alugar moradia para judeus), foi obrigada a conviver com o molestador.
Em Amsterdã, apesar da iminência da Guerra e da ameaça do nazismo, Eva viveu bons momentos. Ela, seu pappy Erich, sua mutti Fritzi e seu irmão Heinz eram vizinhos de Otto, Eddith, Anne e Margot Frank. Apesar dela e Anne terem a mesma idade, possuíam personalidades extremamente diferentes, e não eram amigas íntimas, apesar de conviverem juntas. Eva tinha uma ligação maior com Otto, que a ajudou a aprender Holandês, e era em alguns sentidos mais criança que Anne, e em outros era mais madura pelas difíceis experiências que já havia passado.
Quando ela e sua família menos esperavam, Hitler chegou à Holanda e eles foram levados para o campo de concentração, onde foram mantidos por mais de dois anos. A vida da então adolescente já havia mudado muito, diversas vezes durante o período da Guerra, mas este fato mudou completamente sua vida, fazendo com que Eva se tornasse outra pessoa e passasse pelas piores experiências que o ser humano poderia vivenciar.
Confesso que quando vi esse livro em lançamento em 2013, li o subtítulo e pensei "Vish, lá vão eles tentar vender um livro ás custas da Anne Frank". Mas meus amigos, se tem uma coisa que eu fiz, foi pagar a língua, porque que livro espetacular! Imagino que talvez vocês queiram me bater depois desta afirmação, mas Depois de Auschwitz é ainda mais profundo que o próprio Diário, e toca o leitor de uma maneira diferente, mas com a mesma intensidade.
Sei que O Diário de Anne Frank é um clássico, um marco histórico, que não é justo compará-lo com qualquer outra obra. Ele foi o primeiro livro não ficcional que li sobre o Holocausto, e eu o amo de paixão, amo a Anne e admiro muito a sua memória e tudo o que ela representa. Porém, é inegável que no sentido Guerra, o livro não é dos mais "chocantes", por assim dizer, já que foi escrito essencialmente durante seu período escondida dos nazistas. Não, isso não faz do Diário um livro ruim, mas faz com que ele se distancie um pouco da realidade da grande maioria dos judeus que foram mortos naquela época (claro que existiam outros judeus escondidos pelo mundo a fora) e daquela parte que todo mundo quer conhecer melhor: como era a vida num campo de concentração, e isso Depois de Auschwitz não deve em nada.
Ainda sobre o Diário: muito se especulou (e se especula até hoje) a respeito da sua veracidade, da suposta manipulação de Otto, da interferência dele sobre a publicação da obra e confesso que eu mesma já cheguei a acreditar em alguns destes boatos - sobretudo o de que ele só queria lucrar em cima da divulgação do diário da filha. Otto se casou com Fritzi, a mãe de Eva, anos após o final da Guerra, e o que a autora conta sobre este homem, que teve sua família devastada pelos nazistas, é um dos pontos altos do livro.
Otto é mostrado por Eva não só como o pai de Anne Frank, mas também como marido, padrasto, pai, avô e homem comum, mas um homem que fez de tudo para divulgar o legado de sua filha pela memória pura e simplesmente dela. Não pensem que Otto enriqueceu às custas de Anne e viveu no bem-bom, nada disso! A publicação do Diário trouxe mais dor de cabeça do que o esperado, mas também a felicidade de realizar o desejo de sua filha. Otto e Fritzi dedicaram toda a sua vida ao Instituto Anne Frank, à responder cartas aos admiradores da história da menina, a encarar a desconfiança do mundo a respeito da realidade da existência desta. Eva também se envolveu muito com a história da Anne e do Instituto, onde trabalhou por décadas.
Enfim, eu poderia falar sobre este livro, que se tornou um dos meus favoritos, por horas (não que eu já não tenha falado muito, haha), então vou resumir tudo com uma só palavra: LEIA. Se você quer saber mais sobre como começou a disseminação do antissemitismo, sobre como era a vida num campo de concentração, quais as consequências que a Segunda Guerra Mundial teve na vida dos judeus, na vida do povo europeu, como um sobrevivente deste período conseguiu encarar a vida depois disso... LEIA. Leia, leia, leia e simplesmente leia esse livro. Você precisa sentir com seu próprio coração tudo o que Eva registrou nestas páginas.
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