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ORGULHO E PRECONCEITO — Jane Austen

Título: Orgulho e Preconceito
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Ano: 2013
Páginas: 304
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Li esse livro há quase um ano, tinha começado a resenha e esquecido ela nos rascunhos, acreditam? E olha que eu amei esse livro! Acho que o problema foi minha insegurança ao falar sobre um clássico como esse.

Portanto queria dizer algumas coisinhas antes de continuar: Não sou nenhuma especialista em literatura, nem moderna, nem clássica, nem da língua portuguesa, muito menos da inglesa, por isso avalio todos os livros que leio de acordo com meu gosto particular, o que não quer dizer que o livro é bom ou ruim, e sim se gostei ou não. Ok?

Orgulho e Preconceito narra a vida da família Bennet, formada por um casal e suas 5 filhas, em especial a mais velha, Jane, e a segunda filha do casal, Elizabeth, que veem suas vidas e a de toda a região ficarem extremamente agitadas com a chegada de um rico rapaz e sua irmã mais nova à Hertfordshire, vindos da capital.

Pensando no futuro de suas filhas, Senhora Bennet deseja que uma de suas primogênitas conquiste o coração do jovem Mr. Bingley, que poucos dias após sua chegada já é admirado e disputado por toda a cidade devido não só a seu dinheiro, mas também a sua cortesia e simpatia com todos os moradores. Ao contrário dele, está seu amigo ~ainda mais rico~ Mr. Darcy, que mal chega a cidade e já se torna alvo das mais variadas fofocas envolvendo principalmente sua aparente antipatia e desinteresse em interagir com aquele povo.

Elizabeth, a nossa Lizzie, é com certeza a pessoa que mais faz campanha contra Darcy na cidade. Baseada nas histórias contadas pelo ex-melhor amigo dele, Mr. Wickham, também recém chegado, ela tem uma imagem completamente negativa do jovem rapaz, julgando-o egoísta e injusto, além de toda a antipatia já anunciada. Mas ela só conhece uma versão dos fatos, e quando conhece Darcy melhor, acaba tendo várias surpresas quanto ao seu passado e verdadeira personalidade.

Aliás, a personalidade, inteligência e alegria de Lizzie é o foco principal da história. Em uma época onde as mulheres eram tão pouco valorizadas, eram até mesmo impedidas de ter opinião própria, a personagem tem que lidar com problemas gerados pela falta de educação, a moral, e o casamento na sociedade em que vive.

E é maravilhosa a maneira como a autora conseguiu, em pleno século XIX,  retratar tão bem a sociedade não só da época, mas também atual! Onde caráter muitas vezes é confundido com dinheiro, e vice-versa. Onde as famílias torcem para que suas meninas consigam conquistar homens ricos, e não um trabalho que proporcione para elas uma estabilidade financeira. Onde mulheres são impedidas de ter opinião própria e não só isso, tem que conviver com medo sobre o que pode acontecer com ela em uma sociedade tão machista.

Orgulho e Preconceito foi um dos primeiros romances históricos que li na vida - se não o primeiro - e apesar do ritmo lento da narrativa, dos fatos que parecem ocorrer aos poucos, me deixou extremamente encantada. Não preciso nem dizer que me apaixonei pela história, pela personagem principal e pelo romance, até porque eu esperava uma coisa completamente diferente e um tanto mais melosa. Mas Jane Austen me surpreendeu positivamente e eu simplesmente TENHO que ler mais obras da autora, o mais rápido possível! (Aceito todas de presente, haha)


MINHA CLASSIFICAÇÃO:

A HERDEIRA — Kiera Cass

Título: A Herdeira
A Seleção #4
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 390
Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Quando fiquei sabendo que a Kiera Cass pretendia escrever uma continuação para A Escolha, não sabia muito bem o que pensar muito menos o que sentir. Claro que num primeiro momento a emoção predominou, mas depois refletindo  melhor, o medo dela estragar a história me atingiu em cheio. O fato de que seguiria a filha de America e Maxon deu uma amenizada nesse meu receio, mas mesmo assim ele persistiu. E que alegria poder dizer hoje que fui otária em sentir isso! Óbvio que a Kiera não ia me decepcionar <3

O livro se passa mais ou menos 20 anos após o casamento de America e Maxon. Mesmo com a extinção das castas e com as mudanças que o casal realizou, o país ainda enfrenta diversos problemas em especial o desemprego, o preconceito, a intolerância e também o descontentamento do povo com a monarquia.

Mas não vamos nos esquecer que o livro é narrado por Eadlyn, que é a mais velha entre os quatro filhos do casal por causa de míseros 7 minutos - tempo de diferença entre o nascimento dela e o de seu irmão gêmeo Ahren. Dessa maneira, e graças às mudanças feitas por seus pais no país, ela se tornou a primeira mulher da história a herdar o trono de Illéa.

Assim sendo, toda sua educação ao longo da vida foi feita pensando no fato de que um dia ela acabaria por governar o seu povo, o que influenciou em muito a sua personalidade. Aparentemente muito segura de si, Eadlyn colocou na cabeça que nunca precisaria de um homem para governar ao seu lado, e que ninguém nunca seria mais poderosa do que ela.

Lembra daqueles problemas que citei anteriormente? Por causa deles Eadlyn topa organizar uma Seleção para escolher um marido, quando seus pais lhe mostram que esta seria a única coisa capaz de distrair os súditos e dar mais tempo para que eles e os conselheiros consigam pensar em uma solução mais duradoura para todas essas complicações. Ela então garante para seus pais que sustentará a Seleção por 3 meses, para que estes possam elaborar um plano, mas não garante que estará apaixonada ou comprometida ao final desta. Muito pelo contrário, os planos da princesa são infernizar a vida dos selecionados e fazer com que um a um, todos implorem para sair. Mas nem preciso dizer que não é bem isso que acontece, né?

Acho que alguns pontos a serem destacados nesse livro são os pequenos fatos que a autora nos proporciona a respeito dos nossos antigos personagens: como Aspen, Marlee e os irmãos de America. Foi muito delicada e sutil a maneira como a autora nos contou fatos sobre o que aconteceu com eles ao longo dos anos, de modo que conseguiu aquietar a nossa curiosidade sem perder o foco dos novos personagens que são mais essenciais para a trama.

Ao contrário do que muitos disseram após ler esse livro, eu gostei bastante da Eadlyn. No começo ela me irritava um pouco com sua imaturidade e ego exagerado, mas com o passar do tempo pude ver que aquilo era consequência da pessoa fechada que ela sempre foi e das inseguranças que nunca se atreveu a revelar nem para si mesma. Mas convenhamos: impossível odiar alguém que tenha vindo de America e Maxon, não é mesmo?

Não preciso nem falar que a escrita da Kiera Cass, pra mim, é uma coisa absurda! Não sou daquelas que consegue ler 100 páginas em um dia (na verdade, eu raramente passo das 30) e essa mulher consegue fazer com que eu leia mais de 200 sem me cansar! Não consigo sequer falar o porquê disso. Talvez o jeito que a escrita dela flui, a maneira natural em que se dá a passagem do tempo, ou ainda o fato dela descrever tudo de maneira prática. Mas para mim é impossível largar um livro da autora! Não me canso da leitura e só consigo parar quando chego realmente ao fim (e lógico, fico com aquela tristeza por ter acabado).

Aaaah, não posso esquecer de falar: PELO AMOR DE DEUS KIERA CASS QUE FINAL FOI ESSE???? Eu estou louca, desesperada pela continuação! E com muito muito medo do que a autora pode fazer com um personagem em específico. Não acredito que vou ter que esperar tanto pra saber o que acontece [aaaaaaaaaa]. E gente, não quero que o próximo livro seja o último, haha.

Para concluir, tenho que dizer que entendo os fãs que não se entusiasmaram muito com a história, porque realmente não tem lá muitos acontecimentos marcantes no decorrer da história mas gente, eu estou super empolgada! haha.


MINHA CLASSIFICAÇÃO:

Série A Seleção:
1. A Seleção
2. A Elite
2,5. Contos da Seleção
3. A Escolha
4. A Herdeira

[Resenha] Todo Dia - David Levithan.

Título: Todo Dia.
Autor: David Levithan.
Editora: Galera Record.
Ano de Lançamento: 2013.
Páginas: 280.


Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


A é apenas um ser humano vivendo cada dia de uma vez, só que de uma maneira diferente. Ele não sabe como ou por que, mas todos os dias acorda em um corpo diferente. Pode ser menino, menina, rico, pobre, depressivo, gay... Só o que ele sabe é que todos esses hospedeiros tem a mesma idade que ele. 

No passado, A desejou e tentou de algumas maneiras permanecer no mesmo corpo, mas nunca conseguiu. Com o passar do tempo aprendeu a não interferir na vida do corpo, apenas viver mais um dia e não mexer na vida desde. Isso até o dia 5.994, quando habitou o corpo do rebelde Justin e conheceu a encantadora Rhiannon.

O livro é repleto de passagens memoráveis, e retrata fielmente a vida de diversos tipos de adolescentes. Acredito que independente de quem você seja ou da sua historia de vida, você irá se identificar ou se comover com um dos corpos que ele habita (no meu caso, foi a depressiva Kelsea).

Não sou uma grande fã de romances, e o desse livro me irritou um pouco em alguns momentos. Achei meio improvável a maneira como A se encantou instantaneamente por Rhiannon, e esta também me irritou no começo, mas com o passar do livro desenvolvi um certo carinho  por ela. 

O desfecho do livro foi surpreendente, ou melhor, as escolhas feitas por A para tudo aquilo que ele julgava importante em sua vida me surpreenderam. A abnegação dele é extremamente comovente, e não há como conter as lágrimas nos últimos capítulos.

Apesar de ter dado 4 estrelas, a escrita de Levithan é extremamente cativante e criativa, assim como toda a história do livro. Mesmo tendo um final, Todo Dia deixa um gostinho de "quero mais" e alguns mistérios em aberto. Mas acho que esse é outro fator que dá tanta realidade ao enredo.

Li até a página 100 e... A Última Música - Nicholas Sparks.

Essa tag/meme foi criada pelo blog Eu leio, eu conto e consiste em comentar o livro que está lendo após chegar á 100ª página. Como estou meio sem criatividade pra postagens e coincidentemente o capítulo acabou na página 100, resolvi fazer, hehe.

A Última Música
Nicholas Sparks.
Editora Novo Conceito.

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:
(Colocarei da 99 pois a 100 é em branco) "Passou por Ronnie empurrando-a e tropeçando nela ao tentar sair".

DO QUE TRATA O LIVRO? 
Aos dezessete anos Ronnie vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Estou adorando! No começo achei desnecessário esses capítulos cada um no ponto de vista de um personagem, mas agora estou achando bem necessário. Nunca  pensei que Nicholas Sparks poderia ser tão envolvente (Sim, é o primeiro livro que leio dele. Falarei mais sobre isso na resenha).

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?
Estou achando a Ronnie alguém, digamos, sem personalidade. Ela se comporta como rebelde mas ás vezes não passa de uma garotinha. Enfim, não sei se gosto dela ou não... Até entendo os motivos das revoltas dela, mas ainda não consegui formar uma opinião, hehe.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:
"Não que Ashley fosse uma má pessoa, porque não era. Mas era muito superficial (...). No mundo de Ashley, tudo e todos possuíam rótulos: populares ou não, caros ou baratos, ricos ou pobres, bonitos ou feios. E ele acabou se cansando desses juizos de valores superficiais e da sua inabilidade em aceitar ou apreciar qualquer coisa que fugisse a isso".

Não é exatamente um quote bonito ou algo assim, é só algo que me representa muito nesse momento: Estou de saco cheio dos "amigos" superficiais.

VAI CONTINUAR LENDO?
Claro que sim, estou gostando muito dessa relação pai e filha!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA:
(Colocarei da 99 pois a 100 é em branco) "De repente, sentindo tontura, mal conseguia ouvir o gerente dizer que a polícia já estava a caminho".